Cada peça é de fabricação própria: impressa e emoldurada por nós
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O Drama e a Sombra · ANTE-020

An Allegory with a Boy Lighting a Candle in the Company of an Ape and a Fool

El Greco
An Allegory with a Boy Lighting a Candle in the Company of an Ape and a Fool, c. 1580 Museo Nacional del Prado, Madrid
Tamanho
Moldura
R$ 216 40 × 50 cm · moldura prata com entalhe
Peça de fabricação própria: impressa em canvas e emoldurada por nós. Kit de instalação incluso: gancho e buchas.

Detalhes — impressão, moldura, certificado

Impressão em tela canvas, colada sobre chapa rígida de Duratex de 3 mm.

Acabamento sem vidro.

Madeira maciça em meia-esquadria, em quatro acabamentos: dourada ou prata, com entalhe ou lisa.

A moldura desta página é montada com a foto do perfil real de cada acabamento.

Fabricação própria: impressão e montagem feitas por nós.

Kit de instalação incluso: gancho e buchas.

Cada peça sai com o Certificado de Guarda. Ele não atesta a obra, que dispensa atestado: atesta quem passou a guardá-la.

Leva o título, o artista e o código de acervo ANTE-020.

Sobre a obra

A borda direita.

O homem que ri não está apenas em segundo plano: ele está cortado ao meio pela beirada da tela. Não é escolha de enquadramento. Em algum ponto dos séculos, este lienzo foi recortado do tamanho original, sobretudo do lado direito, e a figura dele encolheu. O quadro que está no Prado é um pedaço do quadro que El Greco pintou.

No escuro, uma figura de gola branca sopra uma brasa que segura na mão, tentando pegar fogo numa vela. A brasa é a única luz do quadro inteiro: acende o rosto de baixo pra cima, joga as sombras na direção errada e deixa todo o resto em breu. À esquerda, um macaco preso por uma corrente quase invisível se debruça sobre a mesma brasa. À direita, um homem de gorro vermelho e casaco amarelo ri de boca aberta, o corpo cortado pela borda da tela.

Este quadro sobreviveu duas vezes. A primeira como ideia: El Greco estava refazendo uma pintura que ninguém vivo tinha visto, um "menino soprando o fogo" do grego Antífilo, perdida havia mais de mil anos e conhecida só por uma linha de Plínio, o Velho, que elogiava a luz que o fogo jogava no rosto do menino e no aposento inteiro. A segunda como objeto: a tela foi recortada, saiu da Espanha por volta de 1864, foi vendida em Paris em 1878, passou de dono em dono e só voltou para Madri em 1993. Quatrocentos e poucos anos depois, o que ainda funciona é o dispositivo: uma pessoa tentando acender alguma coisa mínima no escuro, um imitador de um lado e um debochado do outro. A cena não envelheceu porque a plateia não mudou.

Um quadro pequeno e escuro em que a única luz cabe na palma de uma mão.

Fatos que surpreendem

  1. 01

    O Prado pagou 504 milhões de pesetas (3,7 milhões de dólares) por este quadro em 16 de março de 1993, com o dinheiro de Manuel Villaescusa Ferrero, advogado madrilenho morto num acidente de carro em 1991 aos 69 anos, que deixou toda a herança para o museu comprar arte.

    eldiario.es; Museo del Prado (Legado Villaescusa)
  2. 02

    O quadro do Prado é um fragmento. A tela foi recortada do tamanho original, sobretudo do lado direito, onde a figura do homem que ri ficou muito diminuída: por isso ele está cortado pela borda.

    Museo del Prado, verbete "Una fábula"; Wikipédia (es)
  3. 03

    El Greco pintou aqui um quadro que ele nunca viu. Plínio, o Velho, descreveu uma pintura perdida do grego Antífilo, "um menino soprando o fogo", elogiada pela luz que o fogo jogava no rosto do menino e no aposento; refazê-la era disputar os louros dos antigos.

    Plínio, *Naturalis Historia* 35; National Galleries of Scotland
  4. 04

    O título diz "menino", mas o próprio Prado descreve a figura central como provavelmente uma mulher, e em 1653 o conde de Monterrey inventariou a obra como "uma pintura de uma mulher soprando umas brasas com duas figuras, de mão do Grego". Quatro séculos sem acordo sobre quem está no centro.

    Museo del Prado (descrição e procedência)
  5. 05

    O macaco encosta o focinho na brasa e sopra junto, e está preso por uma corrente que o próprio Prado descreve como "apenas visível". Na versão de Edimburgo do mesmo quadro, ele não está acorrentado.

    Museo del Prado; Wikipédia (es)

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