Garden at Sainte-Adresse
Detalhes — impressão, moldura, certificado
Impressão em tela canvas, colada sobre chapa rígida de Duratex de 3 mm.
Acabamento sem vidro.
Madeira maciça em meia-esquadria, em quatro acabamentos: dourada ou prata, com entalhe ou lisa.
A moldura desta página é montada com a foto do perfil real de cada acabamento.
Fabricação própria: impressão e montagem feitas por nós.
Kit de instalação incluso: gancho e buchas.
Cada peça sai com o Certificado de Guarda. Ele não atesta a obra, que dispensa atestado: atesta quem passou a guardá-la.
Leva o título, o artista e o código de acervo ANTE-027.
As duas bandeiras nos mastros.
Monet descreveu este quadro numa carta como "minha pintura chinesa, cheia de bandeiras", e Renoir a chamava simplesmente de "a pintura japonesa": os dois reconheciam no terraço achatado e nas faixas horizontais de cor a mesma composição de uma xilogravura de Hokusai que Monet possuía, e que segue pendurada até hoje na casa dele em Giverny.
Numa tarde de sol, quatro pessoas ocupam um terraço de jardim à beira-mar cercado por canteiros de flores vermelhas e alaranjadas. À esquerda, um casal caminha pelo passeio central, ela de vestido branco e sombrinha rosa; mais à frente, uma mulher sentada se abriga sob uma sombrinha branca aberta, e um homem de terno escuro observa o mar de uma cadeira de vime à direita. Dois mastros erguem bandeiras (uma bandeirola vermelha e amarela à esquerda, o tricolor francês à direita) e emolduram uma baía cheia de veleiros e vapores fumegando no horizonte.
O jardim retratado, na propriedade da tia de Monet em Sainte-Adresse, não existe mais como tal, mas a vista da baía a partir do mesmo trecho de costa ainda é reconhecível hoje. A xilogravura japonesa que serviu de molde à composição sobreviveu ao pintor e segue pendurada em Giverny, na casa que virou museu. O quadro em si levou doze anos para ser mostrado ao público (só entrou numa exposição em 1879, na quarta mostra impressionista, sob o título Jardin à Sainte-Adresse) e depois disso atravessou quase um século de mãos: vendido ainda pelo próprio Monet a um colecionador de Montpellier, revendido em 1913 à Durand-Ruel e, em 1926, a um pastor da Nova Igreja de Swedenborg na Pensilvânia, onde ficou guardado por 41 anos antes de ir a leilão em Londres. O Metropolitan Museum o comprou em 1º de dezembro de 1967, exatamente cem anos depois de ter sido pintado.
Este quadro não grita drama: é uma tarde tranquila de família à beira do mar.
Fatos que surpreendem
- 01
Monet chamou este quadro de minha pintura chinesa, cheia de bandeiras; Renoir a chamava de a pintura japonesa. Os dois reconheciam ali a composição de uma xilogravura de Hokusai que Monet possuía e que ainda está pendurada hoje na casa dele em Giverny.
Wikipedia; thehistoryofart.org - 02
Foi pintado no mesmo verão em que o pai de Monet cortou sua mesada ao descobrir que Camille Doncieux, companheira do pintor fora do casamento, esperava um filho: o menino, Jean, nasceu semanas depois, naquele mesmo verão em Sainte-Adresse.
Wikipedia - 03
O quadro atravessou quase um século até chegar ao Metropolitan: vendido pelo próprio Monet, revendido em 1913 e em 1926 (a um pastor da Nova Igreja de Swedenborg ligado a uma fortuna industrial), guardado 41 anos numa fundação na Pensilvânia, e comprado pelo museu em leilão em dezembro de 1967, exatamente cem anos depois de ter sido pintado.
registros de proveniência do Metropolitan Museum of Art - 04
O homem sentado na cadeira de vime à direita, visto por trás e voltado para o mar, é tido como o próprio pai do pintor posando de modelo; as demais figuras seriam prima e possivelmente sobrinha da família Lecadre, não modelos contratados.
Metropolitan Museum of Art; Wikipedia - 05
O quadro só foi mostrado ao público doze anos depois de pintado, na 4ª exposição impressionista de 1879.
Metropolitan Museum of Art