Cada peça é de fabricação própria: impressa e emoldurada por nós
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Impressionismo · ANTE-029

As Falésias de Étretat

Claude Monet
As Falésias de Étretat, 1885 Sterling and Francine Clark Art Institute, Williamstown, Massachusetts, EUA
Tamanho
Moldura
R$ 216 40 × 50 cm · moldura prata com entalhe
Peça de fabricação própria: impressa em canvas e emoldurada por nós. Kit de instalação incluso: gancho e buchas.

Detalhes — impressão, moldura, certificado

Impressão em tela canvas, colada sobre chapa rígida de Duratex de 3 mm.

Acabamento sem vidro.

Madeira maciça em meia-esquadria, em quatro acabamentos: dourada ou prata, com entalhe ou lisa.

A moldura desta página é montada com a foto do perfil real de cada acabamento.

Fabricação própria: impressão e montagem feitas por nós.

Kit de instalação incluso: gancho e buchas.

Cada peça sai com o Certificado de Guarda. Ele não atesta a obra, que dispensa atestado: atesta quem passou a guardá-la.

Leva o título, o artista e o código de acervo ANTE-029.

Sobre a obra

O barco a remo minúsculo diante do arco: uma figura do tamanho de uma pincelada, na mesma água que, semanas depois, quase afogou o próprio Monet a poucos metros dali.

Um arco de pedra perfura a base do penhasco de Étretat e deixa ver o mar do outro lado, com uma agulha de rocha solta logo à esquerda, isolada na água. As falésias listradas de cinza e branco sobem atrás, coroadas por uma faixa de vegetação ocre que pega o sol. No mar raso e verde-turquesa, veleiros minúsculos de vela laranja cruzam o horizonte e um barco a remo passa perto da rocha. O céu é azul claro, cortado por nuvens em tons de rosa e branco.

A tela sobreviveu 140 anos porque documentou algo que o tempo está de fato apagando. O arco da Porte d'Aval, retratado aqui inteiro e sólido, vem afinando ano após ano por erosão natural da costa da Alabastro; em julho de 2026 a prefeitura de Étretat chegou a detonar de forma controlada um bloco de rocha instável na mesma falésia, por segurança. A agulha ao lado sobreviveu por outro motivo: virou personagem. Em 1909 o escritor Maurice Leblanc a rebatizou de Aiguille Creuse (Agulha Oca) no romance de Arsène Lupin, imaginando um esconderijo secreto dentro dela onde reis da França guardavam tesouro. Entre a pedra que desaparece e a lenda que não desaparece, o quadro de Monet é hoje um dos poucos registros exatos de como aquela rocha ainda era inteira.

Não é sobre ter uma vista bonita na parede.

Fatos que surpreendem

  1. 01

    Numa sessão de pintura na mesma temporada, em 27 de novembro de 1885, uma onda pegou Monet de surpresa na maré alta perto do Manneporte (outro arco da mesma costa), jogou ele contra a rocha e destruiu a tela em que trabalhava; ele saiu se arrastando de quatro, encharcado, achando que ia morrer ali.

    carta de Monet a Alice Hoschedé, via Seattle Art Museum (SAM Stories, "Monet's Letters: Waves at the Manneporte")
  2. 02

    A agulha de pedra retratada aqui, a Aiguille d'Étretat, foi rebatizada de "Aiguille Creuse" (Agulha Oca) no romance policial de Arsène Lupin escrito por Maurice Leblanc (1909): a ficção imagina um esconderijo por dentro da rocha, guardando o tesouro secreto dos reis da França, e a ideia colou tanto que ainda hoje se visita o local por causa do livro.

    Wikipédia ("L'Aiguille creuse" / "The Hollow Needle")
  3. 03

    O próprio arco da Porte d'Aval, pintado aqui inteiro, está afinando ano após ano por erosão; em julho de 2026 a prefeitura de Étretat precisou detonar de forma controlada um bloco de rocha instável na mesma falésia por risco de queda.

    Le Journal des Arts / info.fr, julho de 2026
  4. 04

    O escritor Guy de Maupassant viu Monet trabalhar em Étretat nesse outono e descreveu ele carregando, com a ajuda dos próprios filhos, cinco ou seis telas do mesmo motivo ao mesmo tempo, trocando de tela conforme a luz do dia mudava — o embrião do método de "séries" que mais tarde geraria as Medas de Feno e a Catedral de Rouen.

    relato de Maupassant (set. 1886), via Art Institute of Chicago (publications.artic.edu)

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