Cada peça é de fabricação própria: impressa e emoldurada por nós
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Naïf · ANTE-066

Tiger in a Tropical Storm

Henri Rousseau
Tiger in a Tropical Storm, 1891 National Gallery, Londres
Tamanho
Moldura
R$ 216 40 × 50 cm · moldura prata com entalhe
Peça de fabricação própria: impressa em canvas e emoldurada por nós. Kit de instalação incluso: gancho e buchas.

Detalhes — impressão, moldura, certificado

Impressão em tela canvas, colada sobre chapa rígida de Duratex de 3 mm.

Acabamento sem vidro.

Madeira maciça em meia-esquadria, em quatro acabamentos: dourada ou prata, com entalhe ou lisa.

A moldura desta página é montada com a foto do perfil real de cada acabamento.

Fabricação própria: impressão e montagem feitas por nós.

Kit de instalação incluso: gancho e buchas.

Cada peça sai com o Certificado de Guarda. Ele não atesta a obra, que dispensa atestado: atesta quem passou a guardá-la.

Leva o título, o artista e o código de acervo ANTE-066.

Sobre a obra

O homem que pintou a selva mais reproduzida da história da arte nunca esteve numa selva.

Rousseau montou esta cena a partir do Jardim des Plantes, o jardim botânico de Paris a poucos passos de onde trabalhava, e de relatos de soldados que tinham servido no México. Tudo o que parece experiência direta é, na verdade, montagem de segunda mão.

Um tigre se agacha na grama alta e nas folhas largas de uma selva, presas à mostra, o corpo comprimido como quem está prestes a saltar. A chuva risca o quadro inteiro em diagonais prateadas, os galhos finos no topo se dobram com o vento, e um único aglomerado de flores vermelhas arde em meio ao verde. Não há presa visível: só o tigre, a tempestade e a moldura fechada de vegetação que não deixa o olhar escapar.

Rejeitada pela Académie, exibida apenas no salão sem júri dos Indépendants em 1891, a obra foi recebida como coisa de criança por boa parte da crítica da época. Sobreviveu porque um punhado de pintores mais jovens, entre eles Vallotton, Picasso e Matisse, viu nela algo que os acadêmicos não conseguiram ver: uma selva construída inteiramente de imaginação, sem nenhuma referência de vida real, e ainda assim absolutamente convincente. Hoje é a primeira de uma série de mais de vinte telas de selva que definiram um pintor autodidata como um dos nomes centrais da arte moderna.

Uma selva inteira construída sem nenhuma viagem, só com atenção e imaginação, é um lembrete diário de que grandeza não exige recursos, exige obsessão.

Fatos que surpreendem

  1. 01

    Rousseau nunca pisou numa selva de verdade: montou esta cena a partir do Jardim des Plantes, o jardim botânico de Paris perto de onde trabalhava, e de histórias contadas por soldados que tinham servido no México.

    Mental Floss, "15 Things You Should Know About Rousseau's Tiger In A Tropical Storm"
  2. 02

    Era autodidata e cobrava pedágio na entrada de Paris; o apelido "Le Douanier" (o fiscal aduaneiro), pelo qual ficou conhecido, foi um exagero carinhoso dos amigos, não o cargo real que ele exerceu.

    National Gallery, Londres; Wikipedia
  3. 03

    A tela foi comprada pelo marchand Ambroise Vollard em 1908 por cerca de 190 francos, uma fração do que vale hoje, e só chegou à National Gallery de Londres em 1972, com o apoio do colecionador Walter H. Annenberg.

    Wikipedia; National Gallery, Londres
  4. 04

    Os críticos do Salão dos Independentes de 1891 zombaram do quadro como infantil, mas o pintor Félix Vallotton saiu em defesa pública da obra, chamando-a de "o alfa e o ômega da pintura".

    Wikipedia
  5. 05

    Não se sabe ao certo quem está de fato surpreso no quadro que Rousseau batizou de "Surpris!": a presa invisível que o tigre está prestes a atacar, ou quem olha o quadro, pego de surpresa pelo próprio bicho.

    leitura documentada do título original da obra

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