Cada peça é de fabricação própria: impressa e emoldurada por nós
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Silêncios Holandeses · ANTE-049

A Carta de Amor

Johannes Vermeer
A Carta de Amor, c. 1669–70 Rijksmuseum, Amsterdã
Tamanho
Moldura
R$ 216 40 × 50 cm · moldura prata com entalhe
Peça de fabricação própria: impressa em canvas e emoldurada por nós. Kit de instalação incluso: gancho e buchas.

Detalhes — impressão, moldura, certificado

Impressão em tela canvas, colada sobre chapa rígida de Duratex de 3 mm.

Acabamento sem vidro.

Madeira maciça em meia-esquadria, em quatro acabamentos: dourada ou prata, com entalhe ou lisa.

A moldura desta página é montada com a foto do perfil real de cada acabamento.

Fabricação própria: impressão e montagem feitas por nós.

Kit de instalação incluso: gancho e buchas.

Cada peça sai com o Certificado de Guarda. Ele não atesta a obra, que dispensa atestado: atesta quem passou a guardá-la.

Leva o título, o artista e o código de acervo ANTE-049.

Sobre a obra

O quadro dentro do quadro: a marinha pendurada na parede atrás das duas.

No século XVII holandês, o mar era metáfora corrente do amor — e o amante, um navio. A carta vem de alguém no mar, e a parede já contou tudo antes da patroa abrir o envelope.

Nós espiamos de um cômodo escuro, por uma porta entreaberta, uma cena que não era pra ser vista: a criada acaba de entregar uma carta à patroa, que interrompe a música — a cítara ainda nas mãos — e ergue os olhos, apreensiva. A criada sorri de leve; ela sabe de quem é a carta. Vermeer não nos convida a entrar: nos deixa no escuro, no lugar exato do intruso.

Em 23 de setembro de 1971, um jovem de 21 anos, Mario Roymans, se trancou num armário elétrico do Palácio de Belas Artes de Bruxelas, esperou o museu fechar e cortou esta tela da moldura com um descascador de batatas. A pintura — 44 × 38,5 cm, cabia sob um casaco — foi devolvida em 8 de outubro e levou quase um ano de restauração. Sobreviveu ao roubo mais absurdo da história de Vermeer e voltou pro Rijksmuseum, onde está até hoje. Trezentos e cinquenta anos depois, uma carta chegando ainda é o momento em que tudo pode mudar — só trocamos o papel pela tela do celular.

A patroa nesta cena guarda uma pausa: o instante em que a vida pede pra ser lida com atenção antes de seguir em frente.

Fatos que surpreendem

  1. 01

    Em 1971, um garçom de 21 anos roubou a tela do Palácio de Belas Artes de Bruxelas com um descascador de batatas — e exigiu não dinheiro pra si, mas 200 milhões de francos belgas para as vítimas da fome e da guerra em Bengala Oriental (hoje Bangladesh).

    essentialvermeer.com, Wikipedia
  2. 02

    A marinha pendurada na parede atrás das duas mulheres não é decoração: no século XVII holandês, o mar era metáfora corrente do amor, e o navio, o amante que ainda não voltou.

    essentialvermeer.com
  3. 03

    A vassoura e os chinelos largados no primeiro plano intrigam até os estudiosos: claramente carregam um símbolo (havia até a expressão "casar por cima da vassoura", eufemismo pra viver junto sem casar), mas ninguém decifrou com certeza o que Vermeer quis dizer com eles ali.

    essentialvermeer.com
  4. 04

    Vermeer nos coloca no vestíbulo escuro, atrás de uma cortina recolhida, como quem espia uma cena que não devia ver — é a composição mais indiscreta de toda a obra dele.

    leitura compositiva registrada por especialistas em Vermeer (essentialvermeer.com)
  5. 05

    A tela roubada mede 44 × 38,5 cm — pequena o bastante pra caber sob o casaco do ladrão e sumir em segundos.

    Rijksmuseum

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