Cada peça é de fabricação própria: impressa e emoldurada por nós
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Silêncios Holandeses · ANTE-034

Moça com Brinco de Pérola

Johannes Vermeer
Moça com Brinco de Pérola, c. 1665 Mauritshuis, Haia
Tamanho
Moldura
R$ 216 40 × 50 cm · moldura prata com entalhe
Peça de fabricação própria: impressa em canvas e emoldurada por nós. Kit de instalação incluso: gancho e buchas.

Detalhes — impressão, moldura, certificado

Impressão em tela canvas, colada sobre chapa rígida de Duratex de 3 mm.

Acabamento sem vidro.

Madeira maciça em meia-esquadria, em quatro acabamentos: dourada ou prata, com entalhe ou lisa.

A moldura desta página é montada com a foto do perfil real de cada acabamento.

Fabricação própria: impressão e montagem feitas por nós.

Kit de instalação incluso: gancho e buchas.

Cada peça sai com o Certificado de Guarda. Ele não atesta a obra, que dispensa atestado: atesta quem passou a guardá-la.

Leva o título, o artista e o código de acervo ANTE-034.

Sobre a obra

A pérola.

De perto, ela não existe: são poucos toques de tinta clara — um brilho em cima, um reflexo embaixo — e o olho do espectador monta a joia inteira. A pintura mais famosa da Holanda tem no centro uma ilusão de duas pinceladas. E a ilusão vai além da tinta: pesquisadores do Mauritshuis desconfiam que a pérola nem seja pérola de verdade.

Uma jovem se vira sobre o ombro, como se alguém a tivesse chamado no instante exato — os lábios entreabertos, os olhos presos nos nossos. Fundo escuro, nenhum cenário, nenhuma pista: só o turbante azul e amarelo, o rosto na luz e a pérola pendendo da orelha. Não sabemos se ela está chegando ou indo embora. É esse meio-segundo que Vermeer congelou.

Ela não é um retrato. É uma *tronie* — como os holandeses chamavam os estudos de rostos e tipos, feitos sem encomenda, sem nome, sem biografia. Por isso ninguém sabe quem ela foi: não há registro, não há contrato, não há carta. Três séculos e meio depois, o anonimato virou o motor do fascínio — romance, filme, apelido de "Mona Lisa do Norte", e um museu que escaneou o rosto dela em 108 gigapixels sem chegar mais perto de responder a única pergunta que importa. Está no Mauritshuis, em Haia, e não sai mais de lá.

Essa obra não decora uma parede, ela devolve o olhar.

Fatos que surpreendem

  1. 01

    O brinco que dá nome ao quadro mais famoso da Holanda pode nem ser uma pérola de verdade. A pesquisa "The Girl in the Spotlight" (Mauritshuis, 2018 a 2020) concluiu que a gota é grande e reflete luz demais pra ser pérola natural, provavelmente vidro, prata ou estanho envernizado.

    fonte: Mauritshuis / NICAS, "The Girl in the Spotlight"
  2. 02

    Ela tinha cílios, que sumiram com o tempo. Exames de fluorescência de raios X revelaram fios finíssimos ao redor dos olhos, pintados por Vermeer e hoje invisíveis a olho nu — por séculos isso alimentou a leitura de um rosto idealizado, sem traço humano.

    fonte: Mauritshuis, "The Girl in the Spotlight" / Artnet News
  3. 03

    O quadro quase desapareceu num leilão de bairro em Haia, em 1881, vendido por 2 florins e 30 centavos (menos de 30 euros de hoje) — até virar a pintura mais reproduzida da história da arte.

    fonte: Wikipedia / Mauritshuis (já verificado nesta ficha)
  4. 04

    O fundo preto que vemos hoje já foi uma cortina verde dobrada. O pigmento translúcido se degradou ao longo dos séculos e apagou a cena que Vermeer pintou atrás da menina.

    fonte: Mauritshuis, "The Girl in the Spotlight"
  5. 05

    Não existe contrato, encomenda ou carta que diga quem ela foi. A obra é uma *tronie*, um estudo de rosto sem identidade — e esse vazio virou o maior gancho da história da arte ocidental, gerando romance, filme e o apelido de Mona Lisa do Norte.

    fonte: Mauritshuis / consenso acadêmico (Wikipedia)

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