Prisoners Exercising
Detalhes — impressão, moldura, certificado
Impressão em tela canvas, colada sobre chapa rígida de Duratex de 3 mm.
Acabamento sem vidro.
Madeira maciça em meia-esquadria, em quatro acabamentos: dourada ou prata, com entalhe ou lisa.
A moldura desta página é montada com a foto do perfil real de cada acabamento.
Fabricação própria: impressão e montagem feitas por nós.
Kit de instalação incluso: gancho e buchas.
Cada peça sai com o Certificado de Guarda. Ele não atesta a obra, que dispensa atestado: atesta quem passou a guardá-la.
Leva o título, o artista e o código de acervo ANTE-062.
Van Gogh nunca esteve numa prisão inglesa.
Pintou esta cena de dentro do próprio confinamento, copiando uma gravura que retratava um pátio de Londres que ele jamais viu.
Dezenas de homens de uniforme cinza azulado caminham em fila fechada, girando em círculo dentro de um pátio de prisão cercado por muros de pedra altíssimos. Só duas pequenas janelas gradeadas e um pedaço de céu escapam lá no alto. No canto direito, dois guardas de cartola observam a roda de longe. No meio do grupo, um homem sem boné vira o rosto para fora da roda e encara quem olha o quadro.
A obra sobrevive porque não é sobre uma prisão inglesa do século 19: é sobre qualquer forma de confinamento sem saída, física ou mental. Van Gogh a pintou trancado num asilo, incapaz de sair para pintar do jeito que sempre pintou, do lado de fora, direto da paisagem. Mais de um século depois, a imagem de uma roda humana girando dentro de muros que não deixam ver o horizonte continua funcionando como retrato de qualquer aprisionamento, de qualquer época.
Não é sobre decorar uma parede vazia.
Fatos que surpreendem
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Van Gogh pintou esta prisão sem nunca tê-la visto: copiou a cena de uma gravura de Gustave Doré sobre a prisão de Newgate, em Londres, enquanto estava internado no asilo de Saint-Rémy, incapaz de sair para pintar do natural.
Wikipedia, "Prisoners' Round (after Gustave Doré)" - 02
Um dos presos, na frente do grupo, é o único sem boné e o único que vira o rosto para fora da roda, encarando quem olha o quadro; parte da crítica lê essa figura como um autorretrato disfarçado do próprio Van Gogh entre os presos, embora não haja prova documental que confirme a leitura.
Wikipedia, "Prisoners' Round (after Gustave Doré)" - 03
A obra foi pintada em fevereiro de 1890, cinco meses antes da morte de Van Gogh, e esteve entre os quadros expostos ao redor do caixão do artista em seu velório.
Wikipedia, "Prisoners' Round (after Gustave Doré)" - 04
A pintura passou pela coleção do russo Ivan Morozov, foi nacionalizada pelo governo soviético após a Revolução e só chegou ao Museu Pushkin, onde está hoje, em 1948.
Wikipedia, "Prisoners' Round (after Gustave Doré)" - 05
A imagem original de Gustave Doré retratava a prisão de Newgate, em Londres — um símbolo real do sistema penal inglês do século 19, publicado no livro "London: A Pilgrimage" (1872). Van Gogh trabalhou não a partir do original, mas de uma reprodução em xilogravura publicada numa revista holandesa. — Wikipedia, "London: A Pilgrimage"; Artforum, "Gustave Doré and Hélidore Pisan's Newgate—Exercise Yard, 1872"