Cada peça é de fabricação própria: impressa e emoldurada por nós
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Realismo americano · ANTE-043

The Gulf Stream

Winslow Homer
The Gulf Stream, 1899 The Metropolitan Museum of Art
Tamanho
Moldura
R$ 216 40 × 50 cm · moldura prata com entalhe
Peça de fabricação própria: impressa em canvas e emoldurada por nós. Kit de instalação incluso: gancho e buchas.

Detalhes — impressão, moldura, certificado

Impressão em tela canvas, colada sobre chapa rígida de Duratex de 3 mm.

Acabamento sem vidro.

Madeira maciça em meia-esquadria, em quatro acabamentos: dourada ou prata, com entalhe ou lisa.

A moldura desta página é montada com a foto do perfil real de cada acabamento.

Fabricação própria: impressão e montagem feitas por nós.

Kit de instalação incluso: gancho e buchas.

Cada peça sai com o Certificado de Guarda. Ele não atesta a obra, que dispensa atestado: atesta quem passou a guardá-la.

Leva o título, o artista e o código de acervo ANTE-043.

Sobre a obra

No convés, ao lado do homem, há talos de cana de açúcar espalhados.

É a pista de que o barco vinha carregado, e é o fio que liga a cena a algo maior do que um naufrágio: a própria Corrente do Golfo que dá nome ao quadro foi, por séculos, a rota que ligava o Caribe açucareiro ao comércio transatlântico, inclusive o de pessoas escravizadas.

Um homem negro está deitado no convés de um pequeno barco à deriva, sem leme e sem vela, o mastro quebrado. O mar ao redor está infestado de tubarões, a água tingida de vermelho. No horizonte, uma tromba d'água sobe do mar e, bem ao longe, um veleiro segue seu curso sem ver a cena.

Homer pintou e depois retrabalhou esta tela por sete anos, ajustando o mar, o casco, até o pequeno veleiro no horizonte. O público de 1900 recusou comprá-la em cinco cidades diferentes ao longo de seis anos, incomodado demais com a cena para levá-la para casa. Hoje é uma das obras mais estudadas e reproduzidas de toda a pintura americana, e o próprio desconforto que afastou os primeiros compradores é o que sustenta a obra até agora: continua sendo impossível olhar para ela sem fazer perguntas.

Esta não é uma cena de conforto, e é por isso que funciona na parede de alguém que já atravessou uma tempestade própria e sabe reconhecer, no rosto sereno daquele homem, a força de quem decidiu não entrar em pânico.

Fatos que surpreendem

  1. 01

    Diante de compradoras preocupadas com o destino do homem, Homer respondeu por carta, sarcástico, que ele seria "resgatado e devolvido para casa, para viver feliz para sempre depois" — e se recusou a explicar mais nada sobre a cena.

    Metropolitan Museum of Art / Panorama Journal
  2. 02

    A obra ficou seis anos sem comprador: recusada na Filadélfia, Pittsburgh, Veneza, Chicago e Des Moines entre 1900 e 1906, até os próprios curadores do Met negarem a compra em outubro de 1906 — revertendo a decisão só em dezembro, depois de uma petição assinada por outros artistas.

    Metropolitan Museum of Art
  3. 03

    Homer retrabalhou a tela por sete anos depois da primeira versão de 1899: só depois acrescentou o veleiro minúsculo no horizonte, o rasgo na amurada e o nome do barco, "Anna — Key West", no casco.

    The Metropolitan Museum of Art / History of Art
  4. 04

    O homem no convés está cercado de tubarões e de uma tromba d'água se formando ao longe, mas seu rosto não mostra pânico algum.

    leitura da cena
  5. 05

    O título aponta pra corrente marítima que, por séculos, também moveu o comércio de açúcar e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas entre o Caribe e as Américas — e os talos de cana de açúcar no convés são a pista visual dessa rota.

    Metropolitan Museum of Art

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